SÓ NÃO SE ENGANA QUEM CEDE AO MEDO DE CAMINHAR NO DESCONHECIDO - SÓ SE PERDE AQUELE QUE NÃO ESTÁ SEGURO DO RUMO QUE ESCOLHEU.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Um "herói" típico do imperialismo

Pela sua actualidade e valor informativo, sem mais palavras, a seguir se transcreve o texto publicado no blog "Rádio Moscovo".


Mousavi, o homem de quem todos falam
Provavelmente, já estranhavam não haver nada publicado na Rádio Moscovo sobre o fenómeno político internacional do momento. O Irão ocupa manchetes, abre telejornais e boletins noticiosos de rádio. Mas não só. Gigantes da internet, como o Facebook, Youtube e o Twitter, fazem permanentemente campanha contra Ahmadinejad. Estados Unidos e Inglaterra recusam ter qualquer influência nos protestos que enchem as ruas de Teerão. E Mousavi, o candidato opositor que reclama fraude nas eleições, é o homem do momento. Vamos conhece-lo melhor.Mir Hossein Mousavi Khameneh foi primeiro-ministro do Irão durante a guerra com o Iraque (1981-1989). No seu curriculum, destaca-se o feito de ter ordenado a matança de milhares de presos políticos. Foi durante o seu mandato que partidos e organizações políticas, sindicatos, organizações femininas, entre outras, foram perseguidos assim como os seus membros - milhares deles, jovens estudantes de institutos e universidades - detidos, torturados e executados. Trata-se da maior matança da história contemporânea do Irão. Entre as vitimas, 53 membros do Comité Executivo do Partido Comunista, o Tudeh, dos quais quatro haviam passado 25 anos da sua vida nas prisões do Xá. Poetas, escritores, professores universitários, profissionais de medicina, dezenas de militares (entre eles o comandante em chefe das Forças Marítimas do Irão, o General Afzali, acusado de pertencer ao Partido Comunista), os principais representantes das minorias religiosas no parlamento (todos de esquerda) foram executados depois de sofrerem a tortura física e psicológica (como ser forçados a disparar na cabeça dos próprios camaradas). As reivindicações das minorias étnicas, que compõem cerca de 60 por cento da população, por uma autonomia administrativa foram duramente reprimidas e centenas de curdos e de turcomanos foram enforcados nas praças públicas. A magnitude da repressão política, religiosa, étnica e de género do regime islamista obrigou ao exilio de quatro milhões de pessoas no maior êxodo da história do país. Estima-se que cerca de trinta mil pessoas foram assassinadas em poucos meses em 1988.


É esta personagem que nestes dias anda ao colo da comunicação dita "social", como um campeão das liberdades no Irão. Pela indiscutível actualidade e importância informativa, devemos divulgar tanto quanto possível aquela curta mas esclarecedora nota biográfica sobre o facínora em causa. A sua leitura constitui um excelente apoio, na denúncia das manobras actuais do imperialismo naquela sensível região islâmica.

1 comentário:

tirem.as.maos.da.venezuela@gmail.com disse...

Comunicado de Solidariedade com o Povo Hondurenho e com o Presidente Zelaya

Depois de se confirmarem notícias que um Golpe de Estado está ocorrendo em Honduras com o sequestro do Presidente, democraticamente eleito, Manuel Zelaya. O colectivo português "Tirem as Mãos da Venezuela" apoia o pedido de solidariedade com o Povo Hondurenho e o seu Presidente Manuel Zelaya feito pela Ministra de Relações Exteriores Patrícia Rodas, exigindo:

- respeito pela democracia hondurenha e pelo seu Chefe de Estado democraticamente eleito.

- respeito pela vida e liberdade do Presidente Manuel Zelaya, do seu governo e de todos os seus apoiantes.

- respeito à decisão soberana de realizar uma consulta popular sobre a realização de uma Assembleia Constituinte.

- os militares devem defender o seu povo e a sua democracia, e jamais a sua oligarquia!

- por uma América Latina livre de golpes imperialistas e de oligarcas!
http://tirem-as-maos-da-venezuela.blogs.sapo.pt/